Home / COLUNAS

COLUNAS

O PRÍNCIPE E O FEITICEIRO

Era uma vez um príncipe que acreditava em tudo, menos em três seres: pobres, rebeldes e filósofos. Seu pai dizia que eles não passavam de lendas e, de fato, não havia vestígio de nada disso nos paços e nos jardins da corte real. Porém (ah, porém!), um dia, como parte ...

Leia Mais »

REVELAÇÃO DO PÁSSARO

            Mal começa o inverno, a criança me pergunta:             – Quantas andorinhas fazem o verão?             – Não sei. Mas Tio Borges me contou, numa história, com quantos passarinhos se faz o Rei dos Pássaros.             Já no berço, a criança pede:             – Me conta a história do ...

Leia Mais »

KAFKA, A MENINA E A BONECA

            Meu avô costumava dizer que os piores sonhos são os bons, pois a gente fica decepcionado ao acordar deles, ao passo que nos sentimos felizes por despertar de sonhos ruins que, por isso, são os melhores.             Acontece que, às vezes, a realidade é tão cruel que dispensa os ...

Leia Mais »

VIAGEM AOS SEIOS DE DUÍLIA

O título dessa crônica é o de um conto de Aníbal Machado, que li quando cursava o ensino fundamental em Ponte Nova. O enredo é a história de um funcionário público que, ao se aposentar, deixa a Capital Federal (então, o Rio de Janeiro) e volta ao interior de Minas, ...

Leia Mais »

O DEUS DAS PEQUENAS COISAS

Ele não deixa pegadas na areia, ondulações na água, nem imagem nos espelhos. Ele, o deus das pequenas coisas, intitula e preside a narrativa com que Arundhati Roy conta uma história passada em Ayemenem, pequena cidade no sudoeste da Ìndia, no ano de 1969. É ele, o deus dos arrepios ...

Leia Mais »

A PAUSA E O POUSO

            “Os poetas são os que menos sabem, mas são os primeiros a saber”. Essa frase de Lacan, que li há pouco, vem confirmar a que intitula um livro que li há muito, na pequena biblioteca de uma tia: “E a Bíblia tinha razão…”.  Nesse livro Werner Keller busca analisar ...

Leia Mais »

O HOMEM QUE ESCUTAVA

            No prólogo ficcional de “A maldição de Edgar”, de Marc Dugain, há uma frase emblemática: “A pretensa objetividade de um memorialista é tão nociva à verdade quanto a intenção de falsificar fatos”. Esse prólogo apresenta as “Memórias atribuídas a Clyde Tolson”, braço direito e amante de Edgar Hoover, o ...

Leia Mais »

CLÁSSICOS, FLAUTA, PENA DE PAVÃO

Na cidade da minha infância, havia uma rua chamada Cantinho do Céu. Essa foi a lembrança que me veio quando, entre Curvelo e Sete Lagoas, de repente uma placa me indicou: Paraíso dos Pavões. E como estamos sempre em busca do Éden perdido, eis que já estou lá, depois de ...

Leia Mais »

Trinta anos sem Drummond

Para nós mineiros, Carlos Drummond de Andrade não precisa de maiores apresentações. Com esse mineiro de Itabira, estamos em casa. O grande poeta do modernismo brasileiro foi uma pessoa simples, funcionário público, pai de família, sem apego a honrarias, sem apreço pelas formalidades. A poesia de Drummond, no entanto, não ...

Leia Mais »

DIÁLOGO DE NATAL

Carlos Drummond nunca gostou de Academias, mas agora vive na eterna happy-hour da Sociedade dos Poetas Mortos, onde eu, como sócio-leitor, o encontro sempre. E, como aprendiz de feiticeiro, busco a sabedoria tão bela desse mago. Para puxar conversa, lembro um verso de outro bruxo, o de Cosme Velho: “Mudaria ...

Leia Mais »

Publicidade