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Dicas preciosas de português para quem vai prestar concurso do TJ

Professor Diogo Arrais separou tópicos importantes de português de revisão final para o concurso do Tribunal de Justiça, no dia 2 de julho

O concurso público do Tribunal de Justiça, do Estado de São Paulo, é uma excelente oportunidade a quem visa a ser escrevente. A prova, que ocorrerá no dia 2 de julho, exigirá um bom conhecimento em Concordância e em Regência.Para facilitar o estudo nesta reta final, separei algumas importantes normas gramaticais.

Concordância

Quando o sujeito é representado por expressões como a maioria de, a maior parte de, grande parte de (e um nome no singular), o verbo concorda no singular ou no plural – a concordância é facultativa:

“Grande parte dos candidatos acredita em mudança política.”

“Grande parte dos candidatos acreditam em mudança política.”

Quando houver a voz passiva sintética (consequentemente haverá a partícula apassivadora -SE), o verbo concordará com o sujeito paciente:

“Alugam-se casas.”

“Compram-se móveis usados.”
“Anunciam-se novas medidas econômicas no Brasil.”

Em contrapartida, quando houver o índice de indeterminação do sujeito (vale perceber objeto indireto, advérbio ou predicativo como complementação do verbo), o verbo sempre ficará no singular:

“Precisa-se de vendedores bem-humorados.”
“Trata-se de ações importantes.”
“Sobre o palco, fala-se demais.”
“É-se feliz nesta cidade.”

Quando não houver determinação no sujeito, o adjetivo será invariável:

“É proibido entrada.”

“Mudança é permitido.”

“Dieta é bom para emagrecer.”

No entanto, quando houver a determinação, a concordância será obrigatória:

“É proibida a entrada.”

“A mudança é permitida.”

“Aquela dieta é boa para emagrecer.”

Regência

Os verbos ANTIPATIZAR/SIMPATIZAR não são pronominais; exigem apenas a preposição “com “:
“Simpatizo com todo o público daquele teatro.”
“Antipatizo com toda pessoa ofensiva.”

É grave erro a construção “Simpatizo-me com… / Antipatizo-me com…”.

Além disso, lembre-se de que o verbo PREFERIR – normalmente transitivo direto e indireto – não é um verbo comparativo. Por isso, não são admitidas construções como “Prefiro mais…”, “Prefiro muito mais…”, “Prefiro mil vezes…” ou “Prefiro mais…”.

O uso correto, à visão da gramática tradicional, é com a preposição A:

“Prefiro futebol a basquete.”

“Prefiro ler romance a ler conto.”
“Prefiro carboidrato a proteína.”

Desejo-lhe muito sucesso em mais este concurso!

*Diogo Arrais é professor de Língua Portuguesa do Centro Preparatório Jurídico (CPJUR) e autor de obras para concursos públicos

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