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O TALENTO DA CURVELANA BRISA MARQUES

Compositora, ela teve canção interpretada por Zeca Baleiro

FOTO: GABY ELEUTÉRIO

Ninguém vive de brisa? Vive sim, senhor. Todos os devotos da poesia vivem do contato com a fecunda inspiração dos autênticos poetas, entre os quais se inclui a jovem curvelana Brisa Marques. Escrevi sobre ela faz algum tempo, e até hoje recebo mensagens de leitores interessados em conhecê-la melhor.
Brisa Ramos Marques nasceu em Curvelo, a 28 de agosto de 1985, filha de Hélio Someu Marques e Lúcia Aparecida Ramos Marques. É graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte – UNI-BH – e em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Atriz, produtora cultural, escritora, jornalista, desenvolveu e desenvolve importantes atividades. Só para citar algumas: foi “oficineira” em quatro espetáculos da turnê “Dionisíacas”, do Grupo Teatro Oficina, dirigida por José Celso Martinez Corrêa; participou da Feira Internacional de Música (Womex 2009) em Copenhague; produtora, repórter e apresentadora do programa “Cardápio Cultural”, exibido pela BH News TV; colaboradora no Jornal do Algarve (Portugal); tomou parte no evento “Farragos Poetry” em Londres; convidada, esteve presente ao Primeiro Encontro Europeu de Poetry Slam em Berlim; sagrou-se vencedora (2º lugar) do Primeiro Concurso de Poetry Slam em Portugal.
Na qualidade de compositora, Brisa tem parcerias, dentre outras, com Flávio Henrique, Vitor Santana, Murilo Antunes (parceiro de Flávio Venturini na canção “Besame”, estupenda na voz de Leila Pinheiro), Mestre Jonas, Renato Villaça, Antônio Loureiro, Sérgio Pererê, Luis Felipe Gama, Chico Saraiva e João Pires. Músicas de sua autoria foram gravadas por intérpretes do calibre de Zeca Baleiro, Mariana Nunes, Fabiana Cozza, Juliana Perdigão, Tatiana Parra e Eugênia de Mello e Castro, famosa e internacional cantora portuguesa de fado. Em terras lusas, a Corpos Editora publicou-lhe a obra poética “Entre as Veias de Fato”.
Até 2009, confesso, eu ainda não conhecia o talento de Brisa Marques. Tomei conhecimento dela quando fui selecionado para o PÃO E POESIA daquele ano, projeto da Árvore Editora de Poemas e da MIXPAN – Indústria e Comércio Ltda. Lembram-se dessa fantástica iniciativa? Dei então de estudar as publicações anteriores e deparei com belos versos da conterrânea na edição de 2008.
Ler Brisa Marques é muito bom. O frescor de sua poesia encanta.

OS POEMAS DE BRISA

Para ilustrar esta breve crônica, seguem alguns versos de Brisa Marques em “Corpo-concreto”, livro de 2018, editora Impressões de MInas (Selo Leme):

“a saudade é um instantinho de presença”

“amar a noite toda
ou toda noite?”

“regras
só aceito
as que escorrem de mim”

“happening
liguei o computador
só para assistir ao pôr do sol
em live-stream”

“eterna é a duração do poema
que com tamanha intensidade
se petrifica
e nenhuma força o apaga”

 

Por NEWTON VIEIRA: – Jornalista, ensaísta, contista e poeta. Membro, dentre outras instituições culturais, da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais – AMULMIG, do Centro de Literatura do Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana, do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, da Academia Internacional de Letras, Artes e Ciências AlPAS 21 e da União Brasileira de Trovadores – UBT. Distinguido com prêmios nacionais e internacionais, recebeu, durante a Feira do Livro de Porto Alegre 2018, a comenda Personalidade Literária Internacional. Da Santa Sé recebeu a insígnia de Cavaleiro da Pontifícia Ordem do Santo Sepulcro de Jerusalém.

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