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Afonso Guerra-Baião

Afonso Guerra-Baião é professor e escritor. Escreve poemas, contos e crônicas, além de estar às voltas com a construção de um romance. Traduz poemas do francês e do inglês. Colabora em jornais e blogs. Mora em Curvelo-MG e é torcedor do Galo.

PROCURA DA POESIA

No prefácio do meu livro, SONETOS DE BEM-DIZER / DE MALDIZER, o Professor Antônio Sérgio Bueno afirma que “a ficção vem até nós, a poesia nós temos que buscá-la”. A ficção, a história inventada vem até nós. Nos dias atuais, a realidade parece copiar a ficção. Essa ficção não vem ...

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FLOR DO LÁCIO

A comemoração do Dia da Língua Portuguesa, no 5 de maio, me fez lembrar a frase de Bernardo Soares, heterônimo menos lembrado de Fernando Pessoa, no seu pouco lido “Livro do Desassossego”: “Minha pátria é a língua portuguesa”. Mesmo quem não a leu em seu contexto original, certamente conhece a ...

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AONDE VAI O AMOR QUE NÓS PERDEMOS?

AONDE VAI O AMOR QUE NÓS PERDEMOS? “Aonde vai o amor que nós perdemos?” Este é o verso que inicia o poema RELICÁRIO, no meu livro SONETOS DE BEM-DIZER / DE MALDIZER, que acaba de ser publicado, em primorosa edição da Aldrava Letras e Artes. Aqui vai o RELICÁRIO, como ...

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ASSOMBRAÇÃO SABE PARA QUEM APARECE

Assombração sabe para quem aparece, diz Ana Maria. O que Ana Maria fala eu escrevo. E, para escrever sobre assombração, nada melhor que voltar ao sítio da Dona Benta, onde tudo se encanta e desencanta misturadamente. É lá que ouvimos a conversa entre Saci e Pedrinho, em que o encantado ...

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NUNCA MAIS OUTRA VEZ

O poeta Cláudio Manuel da Costa nasceu em Mariana no século XVIII. Os versos com que, ironicamente, denuncia o “progresso”, em nome do qual a mineração do ouro desfigurava a natureza em sua época, ganham atualidade com a devastação causada pela extração do minério em nossos dias: “Onde estou? Este ...

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VITORIANOS ATACAM OUTRA VEZ

A ficção científica, tanto na literatura quanto no cinema, costuma figurar o futuro do planeta e da civilização em quadros escatológicos: nas cidades devastadas, os escombros da tecnologia convivem com uma natureza alterada e revolta, enquanto as ruínas da cultura vão sendo assimiladas ao caos e à barbárie. Poderia fazer ...

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CENÁRIOS DE NATAL

O fim de ano traz de volta a questão que fecha o célebre soneto de Machado de Assis: “Mudaria o Natal ou mudei eu?”.  Alguns dizem que mudamos sempre para sermos os mesmos. Somos nós que mudamos ou mudam as circunstâncias? Alguém pergunta: e se Jesus nascesse hoje? Ele, decerto, ...

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O HOMEM DE UM LIVRO SÓ

Tenso, inquieto, incapaz de estar consigo mesmo por algum tempo, o passageiro da poltrona ao lado puxou conversa: – Você digita sem olhar pro teclado, hein? – ele apontou o notebook sobre meus joelhos. – É. Graças à velha e boa datilografia. – Algum relatório? – Não. É uma crônica. ...

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O CONDE E O ROQUEIRO

Em meus primeiros anos na escola, a professora me apresentou ao poema “Por que me ufano de meu país”, escrito pelo Conde Afonso Celso no século XIX. Não posso dizer que tive prazer em conhecê-lo. Primeiro, porque achei feia a palavra “ufano”. Depois, com o tempo, fui desgostando cada vez ...

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PAI, O QUE É UM FASCISTA?

A garota tinha lido o conto de Artur Azevedo, em que um pai finge não ouvir o filho que lhe pergunta o que é um plebiscito – finge, despista, tergiversa, até conseguir consultar um dicionário e voltar triunfante com a resposta, posando de verdadeiro sabe-tudo. A nossa menina, então, resolve ...

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