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Afonso Guerra-Baião

Afonso Guerra-Baião é professor e escritor. Escreve poemas, contos e crônicas, além de estar às voltas com a construção de um romance. Traduz poemas do francês e do inglês. Colabora em jornais e blogs. Mora em Curvelo-MG e é torcedor do Galo.

KAFKA, A MENINA E A BONECA

            Meu avô costumava dizer que os piores sonhos são os bons, pois a gente fica decepcionado ao acordar deles, ao passo que nos sentimos felizes por despertar de sonhos ruins que, por isso, são os melhores.             Acontece que, às vezes, a realidade é tão cruel que dispensa os ...

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VIAGEM AOS SEIOS DE DUÍLIA

O título dessa crônica é o de um conto de Aníbal Machado, que li quando cursava o ensino fundamental em Ponte Nova. O enredo é a história de um funcionário público que, ao se aposentar, deixa a Capital Federal (então, o Rio de Janeiro) e volta ao interior de Minas, ...

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O DEUS DAS PEQUENAS COISAS

Ele não deixa pegadas na areia, ondulações na água, nem imagem nos espelhos. Ele, o deus das pequenas coisas, intitula e preside a narrativa com que Arundhati Roy conta uma história passada em Ayemenem, pequena cidade no sudoeste da Ìndia, no ano de 1969. É ele, o deus dos arrepios ...

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A PAUSA E O POUSO

            “Os poetas são os que menos sabem, mas são os primeiros a saber”. Essa frase de Lacan, que li há pouco, vem confirmar a que intitula um livro que li há muito, na pequena biblioteca de uma tia: “E a Bíblia tinha razão…”.  Nesse livro Werner Keller busca analisar ...

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O HOMEM QUE ESCUTAVA

            No prólogo ficcional de “A maldição de Edgar”, de Marc Dugain, há uma frase emblemática: “A pretensa objetividade de um memorialista é tão nociva à verdade quanto a intenção de falsificar fatos”. Esse prólogo apresenta as “Memórias atribuídas a Clyde Tolson”, braço direito e amante de Edgar Hoover, o ...

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CLÁSSICOS, FLAUTA, PENA DE PAVÃO

Na cidade da minha infância, havia uma rua chamada Cantinho do Céu. Essa foi a lembrança que me veio quando, entre Curvelo e Sete Lagoas, de repente uma placa me indicou: Paraíso dos Pavões. E como estamos sempre em busca do Éden perdido, eis que já estou lá, depois de ...

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Trinta anos sem Drummond

Para nós mineiros, Carlos Drummond de Andrade não precisa de maiores apresentações. Com esse mineiro de Itabira, estamos em casa. O grande poeta do modernismo brasileiro foi uma pessoa simples, funcionário público, pai de família, sem apego a honrarias, sem apreço pelas formalidades. A poesia de Drummond, no entanto, não ...

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DIÁLOGO DE NATAL

Carlos Drummond nunca gostou de Academias, mas agora vive na eterna happy-hour da Sociedade dos Poetas Mortos, onde eu, como sócio-leitor, o encontro sempre. E, como aprendiz de feiticeiro, busco a sabedoria tão bela desse mago. Para puxar conversa, lembro um verso de outro bruxo, o de Cosme Velho: “Mudaria ...

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ESPECULANDO COM ESPELHOS

Uma ex-aluna, que encontro por acaso, recorda a maneira como eu a advertia contra sua compulsão de olhar-se no espelho, durante as aulas: através do mito de Narciso, o jovem grego de extraordinária beleza que, tendo recusado o amor das ninfas (deusas dos rios e dos campos), foi condenado a ...

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OUTRAS INQUISIÇÕES

            A palavra latina para janela é fenestra. Daí vem o verbo defenestrar, que significa “lançar alguém violentamente pela janela”. A defenestração foi uma forma recorrente de assassinato político na cidade de Praga, capital da atual República Tcheca. As primeiras defenestrações aconteceram na Idade Média, na disputa pelo poder entre ...

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