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Afonso Guerra-Baião

Afonso Guerra-Baião é professor e escritor. Escreve poemas, contos e crônicas, além de estar às voltas com a construção de um romance. Traduz poemas do francês e do inglês. Colabora em jornais e blogs. Mora em Curvelo-MG e é torcedor do Galo.

NA GALÁXIA DE GUTENBERG

          Nunca sinto o tempo passar numa sala de espera porque sempre vou prevenido, acompanhado de um livro, um exemplar no caso do livro físico, ou uma biblioteca inteira, no caso do meu e-reader. E lá estava eu, absorvido pela leitura, navegando as páginas, realizando a ...

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ENTRE A RAIZ E A FLOR, OS SONS E OS SENTIDOS

A professora Maria Esther Maciel, em uma crônica publicada no “Estado de Minas”, relata o seguinte: uma amiga ouvia em seu carro o Prelúdio da Suíte n° 2 para violoncelo, de Bach. No posto, o jovem frentista, antes de encher o tanque, ficou um tempo junto à janela do carro, ...

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KAFKA, A MENINA E A BONECA

         Meu avô costumava dizer que os piores sonhos são os bons, pois a gente fica decepcionado ao acordar deles, ao passo que nos sentimos felizes por despertar de sonhos ruins que, por isso, são os melhores.          Acontece que, às vezes, a realidade é tão cruel que dispensa os ...

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NO TEMPO EM QUE OS HOMENS FALAVAM

Naquele tempo os homens perderam o dom da linguagem e a palavra foi passada aos animais. Os bichos então se reuniram para comemorar o que era para uns uma dádiva, para outros uma conquista. Coube à Coruja abrir os trabalhos dessa primeira assembleia animal. Mas antes que ela abrisse o ...

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A ARTE DE CATAR FEIJÃO

Desde que a língua de Camões se fez a nossa, um eco repete o verso: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. Mudam-se – oh tempos! – os costumes. Hoje em dia não se usa mais, por exemplo, catar feijão. Em minha infância, quantas vezes não deixei as brincadeiras de rua ...

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FLOR DO LÁCIO

A comemoração do Dia da Língua Portuguesa, no 5 de maio, me fez lembrar a frase de Bernardo Soares, heterônimo menos lembrado de Fernando Pessoa, no seu pouco lido “Livro do Desassossego”: “Minha pátria é a língua portuguesa”. Mesmo quem não a leu em seu contexto original, certamente conhece a ...

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AMAR COMO PLATÃO AMOU

Tudo tem seu lado positivo. A quarentena, por exemplo, proporcionou ao casal esse momento de diálogo. Ele: – O que você está lendo aí, tão concentrada? Ela: – “A defesa de Sócrates”. Ele: – Já vi vídeo dele. Craque. Fazia até gol de calcanhar. Mas não sabia que jogou de ...

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ÁRVORE DE PÁSCOA

Pensei em escrever um texto sobre páscoa. Mais que pensei, senti a necessidade de desenvolver esse tema de superação, de transformação, de ressurreição, num momento em que, isolados em quarentena, temos afinal tempo para temer a morte. Mas para escrever algo que fosse mesmo um texto e não mero monte ...

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VOZES DO SILÊNCIO

Minha avó costumava dizer: a palavra é de prata, o silêncio é de ouro. Só muito depois, na maturidade, vim a entender melhor o sentido profundo dessa máxima. Isso aconteceu quando li os versos que Lao Tsé escreveu seis séculos antes de Cristo: “Falam-se palavras e se apalavram falas, mas ...

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CENÁRIOS DE NATAL

O fim de ano traz de volta a questão que fecha o célebre soneto de Machado de Assis: “Mudaria o Natal ou mudei eu?”.  Alguns dizem que mudamos sempre para sermos os mesmos. Somos nós que mudamos ou mudam as circunstâncias? Alguém pergunta: e se Jesus nascesse hoje? Ele, decerto, ...

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