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Afonso Guerra-Baião

Afonso Guerra-Baião é professor e escritor. Escreve poemas, contos e crônicas, além de estar às voltas com a construção de um romance. Traduz poemas do francês e do inglês. Colabora em jornais e blogs. Mora em Curvelo-MG e é torcedor do Galo.

A ARTE DE CERZIR AS MEIAS

            O sueco Henning Mankell, falecido em 2015, foi um dos melhores e mais lidos escritores de ficção policial do mundo. Vários de seus livros, que enredam de forma inteligente a trama de suspense com as questões político-sociais, foram publicados no Brasil, como você pode verificar, por exemplo, em “A ...

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MAL-ASSOMBRADO MUNDO NOVO

Acabo de viajar pela África do século XIX, através de uma narrativa intitulada “PANDORA EN EL CONGO”. Nela, o catalão Albert Sánchez Piñol aborda, pelo viés da fantasia, o absurdo das relações entre colonizadores e colonizados. Os colonizadores eram os belgas e os colonizados eram os nativos do Estado Livre ...

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O JOVEM CONSERVADOR

Sabe aquele aluno rebelde, contestador, para quem o professor não passava de um liberal, em termos pedagógicos, e de um reformista, em termos políticos, um retrógrado incapaz de compreender sua ânsia revolucionária? Pois é. Você o reencontra tempos depois, em plena efervescência eleitoral, mais adulto que a própria idade cronológica, ...

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A ARTE DA ESCUTATÓRIA

Escutatória é um neologismo criado pelo saudoso mestre Rubem Alves. Sempre me lembro de seu texto, quando vejo anúncios de cursos de oratória. Cursos bons e necessários, certamente, mas fico pensando se os mesmos não deveriam incluir em sua pauta, como iluminado contraponto, a proposta de Rubem Alves sobre a ...

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UM POEMA DE BLAKE

Temo o homem que só conhece um livro, disse Tomás de Aquino, o grande teólogo medieval. O homem de um livro só é aquele cuja visão de mundo é esquemática e seu esquema é a antítese. Para ele, a existência se reduziria a um dualismo radical entre pólos irreconciliáveis: luz ...

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NA GALÁXIA DE GUTENBERG

          Nunca sinto o tempo passar numa sala de espera porque sempre vou prevenido, acompanhado de um livro, um exemplar no caso do livro físico, ou uma biblioteca inteira, no caso do meu e-reader. E lá estava eu, absorvido pela leitura, navegando as páginas, realizando a ...

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ENTRE A RAIZ E A FLOR, OS SONS E OS SENTIDOS

A professora Maria Esther Maciel, em uma crônica publicada no “Estado de Minas”, relata o seguinte: uma amiga ouvia em seu carro o Prelúdio da Suíte n° 2 para violoncelo, de Bach. No posto, o jovem frentista, antes de encher o tanque, ficou um tempo junto à janela do carro, ...

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KAFKA, A MENINA E A BONECA

         Meu avô costumava dizer que os piores sonhos são os bons, pois a gente fica decepcionado ao acordar deles, ao passo que nos sentimos felizes por despertar de sonhos ruins que, por isso, são os melhores.          Acontece que, às vezes, a realidade é tão cruel que dispensa os ...

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NO TEMPO EM QUE OS HOMENS FALAVAM

Naquele tempo os homens perderam o dom da linguagem e a palavra foi passada aos animais. Os bichos então se reuniram para comemorar o que era para uns uma dádiva, para outros uma conquista. Coube à Coruja abrir os trabalhos dessa primeira assembleia animal. Mas antes que ela abrisse o ...

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A ARTE DE CATAR FEIJÃO

Desde que a língua de Camões se fez a nossa, um eco repete o verso: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. Mudam-se – oh tempos! – os costumes. Hoje em dia não se usa mais, por exemplo, catar feijão. Em minha infância, quantas vezes não deixei as brincadeiras de rua ...

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